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Prefeitura de Rio do Sul realiza demonstração de piscicultura


Atividade torna-se uma alternativa de renda para produtores de Rio do Sul e do Alto Vale
Criação de peixe como fonte de renda. Esse foi o foco da demonstração de método realizada na tarde de quinta-feira (26). A ação ocorreu no Centro Agropecuário Municipal no bairro Albertina e contou com a presença de agricultores de várias cidades vizinhas. A proposta é fortalecer o desenvolvimento da piscicultura para demonstração do mecanismo para extensão rural. A organização ficou a cargo do Departamento de Agropecuária de Rio do Sul.

A metodologia consiste em acompanhar o desenvolvimento de alevinos durante quatro encontros. A atividade tem previsão de encerramento em maio de 2018, quando ocorre a despesca, que consiste na retirada do peixe a ser comercializado. A espécie utilizada é tilápia. O professor de Aquicultura do Instituto Federal Catarinense (IFC), Cesar Hermes, explica que durante sete meses haverá avaliação de peso e conversão alimentar para acompanhar o processo de engorda e crescimento. O próximo encontro será dia 7 de dezembro.

No dia 26 os produtores foram orientados e puderam acompanhar, na prática, como funcionam etapas como: manejo, povoamento, preparação do viveiro, implantação do sistema de piscicultura e escolha dos alevinos. Em dezembro será a vez de o planejamento alimentar e cálculo de biometria para determinar a taxa de crescimento. A mensuração é feita com base na proporção de idade dos alevinos e quantidade de alimento.

O evento reuniu público produtor de cidades como Timbó, Mirim Doce, Apiúna, Ituporanga e Presidente Getúlio. "Para convencer os produtores é preciso mostrar o conhecimento técnico para que conheçam o alcance desse tipo de cultura", diz Hermes. O projeto contempla a exibição de dois viveiros. O primeiro com tilápias alimentadas apenas por ração, cuja metodologia exige maior investimento. O segundo viveiro terá tilápias alimentadas por ração e micro-organismos que se desenvolvem a partir de fertilização. Com as duas modalidades de cultivo haverá possibilidade de o produtor analisar rentabilidade, investimento e produtividade.

Produtores da região
"Essa é uma das atividades mais lucrativas do Alto Vale. Várias cidades vizinhas de Rio do Sul já perceberam isso, como é o exemplo de Ituporanga, Pouso Redondo e Agrolândia, dentre outras", elucida Hermes. A amostragem de metodologia de alevinos marca, também, a reativação do centro agropecuário. "Hoje vivemos uma oportunidade especial para apresentação do sistema de referência de piscicultura para o Alto Vale. Com o incentivo do Poder Municipal e o corpo técnico do IFC - que realiza pesquisa e análise tecnológica - iremos concretizar o investimento na Piscicultura em nossa cidade", destaca o prefeito em exercício, Paulo Cunha.

Segundo o diretor executivo do departamento de Agropecuária de Rio do Sul, Darcy Vicari, "nossa maior dificuldade é assimilar tecnologia, que é algo que exige muita minúcia. Mas a piscicultura é uma atividade econômica que tem muito espaço e oportunidade de mercado. Rio do Sul tem uma indústria fundiária muito propícia para a técnica". Vicari assegura que o mercado está mais forte, além do fato da tecnologia atual contribuir.

Método foi criação da Epagri
Hermes comenta que, apesar de Rio do Sul estar dando os primeiros passos para o segmento, a cidade é responsável pela criação do Método do Alto Vale de Piscicultura Integrada (Mavipi). Sistema criado por pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) do Alto Vale.
A iniciativa foi considerada modelo, inclusive, por órgãos internacionais e está sendo replicada na África e Ásia. O Mavipi ganhou destaque por auto sustentabilidade e respeito à legislação ambiental. No modelo, a base de alimento natural advém do suíno que realiza a fertilização da água e gera algas que alimentam o peixe.
Mário Dáud

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